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Já sentiu isso?

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Já falei que tenho consciência Percepção e sensação Porém, do mundo que me cerca sei tão pouco Sei que comunicação ocorre só quando há emoção Então, quero na vida desembaraçar E também a história desfragmentar Para transformar o meu ser em pura relação
Já contei que observo minhas mãos dedilhando o teclado Que mãos são essas? Parecem insustentáveis Dedos em pequenas ações de pudor Sinto medo de que minhas mãos saiam dançando Sou então, com elas, plenamente galanteador
Já notou que não desejo viver apenas entre coisas Pois, são de tanta imperfeição Quero viver entre ditos-cujos com imaginação Mesmo totalmente duvidosos Para imitar o bater das assas Entre nuvens multicoloridas Que se transformam em acanhadas margaridas
Já sentiu isso?
Elizabeth Venâncio

Bruxa é resistência feminina

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No dia 31 de outubro, minha amiga Luzia Carolina me pediu para escrever um texto acerca do dia das bruxas.  Fiquei pensando em como eu gosto de duas bruxinhas: Carol e Verinha. Porque possuem autonomia, coragem de dizer o que pensa e sobretudo uma energia que mais parece um aconchego, uma caricia de mãe. Eu aprecio escrever, então recebi o pedido de Carol como uma ordem. Entretanto, confesso que me sinto leviana ao retratar em poucas linhas um tema de extraordinária complexidade. Peço perdão aos especialistas, por não resistir e acabar por conceituar o que é uma bruxa. Bruxa é uma mulher que não se esconde atrás de nenhuma figura masculina, nem laços de família, nenhuma voz fala por ela. Bruxa é uma mulher que conhece de ervas e pode curar. Sabendo o valor da natureza ela a respeita. Bruxa é resistência feminina, um caminho de luta de muitas parteiras, benzedeiras e sonhadoras cansadas da dependência. Por isso, são sempre observadas sozinhas em uma casa na floresta. Bruxa não tem voz, mas…

Poema: Goiânia tem jardins!

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Goiânia tem jardins Onde habita flores, ENCANTADORAS, somente para mim Goiânia tem jardins Que fazem nos meus olhos um motim Os olhos que safadamente sorriem multicoloridos... Goiânia tem jardins
Você já viu?

Autora: Elizabeth Venâncio

POEMA: Liberdade para o céu

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Queria falar de respeito, mas o céu estava azul como nunca havia visto
Meus pensamentos se perderam - Será um novo céu? Não acredito no novo, se fosse novo deveria ter outro nome O nome das coisas são prisões! O nome das coisas são gaiolas! O nome das coisas são jaulas! Microfísica da estabilidade, enquanto o caos governa. Queria saber como funciona as palavras, as relações que se formam A produção de sentidos do que parece sempre sem sentido O céu mesmo diferente continua lá Pois, as coisas do mundo estão contidas nas palavras, não são nem coisas, nem palavras Insustentável confusão, por certo os sentimentos estão, também, confusos O que a razão não explica é esse azul do céu
O que as palavras não fazem é libertá-lo Liberdade para o céu!! clamam insinceras as palavras.
Autora: Elizabeth Venâncio

MARILENE - Uma amiga valente

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(Foto - Elizabeth Venâncio, 2016 )
Marilene, nunca me sinto mais presenteada do que tê-la como amiga
Agradeço a Deus por ser essa pessoa tão boa e generosa
Quero que compreenda a alegria que sinto por tudo que você me oferta Recebo com boa vontade a sua amizade
Saiba que eu te desejo um mundo de coisas boas
Que todo o sofrimento fique esquecido em um canto qualquer do passado E os dias amanheçam iluminados por aqueles que a amam e reconhecem sua valentia

Pode-se dizer tudo a um amigo, sem que ele se lembre de nada

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(foto Elizabeth Venâncio 2017)
Amigo é um bicho interessante, não nos deixa sem sorrir Pode-se dizer tudo a um amigo, sem que ele se lembre de nada Amigo  só nos dá esperança Nos momentos de amizade despreocupados, deseja-se muito bem a um amigo

O que está muito perto, quase sempre não reluz

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(Foto Brenno Sarques, Museu Cora Coralina, Goiás Velho-GO 2017)
Os olhos se voltam para o distante
Impactante
O que está muito perto, quase sempre não reluz
Os pensamentos são para a lua, envolvente
desconcertante
Assim, o homem a procura
No desejo imponderável pelo novo
No afeto ao longínquo
Sem saber que nele ela já habita